30 e poucos…

30 e poucos anos.

Quando tinha 15, achava que 30 anos era uma idade bem avançada, afinal era o dobro da minha. Agora que tenho 30 e… sendo que 5 anos destes 30 e poucos, trabalhei com idosos, passei a pensar que uma pessoa velha é uma pessoa que se entregou para as amarguras da vida e deixou de viver. Em termos de idade, acima dos 80 anos posso dizer que é… está ficando velhinho(a).

Achava que com 30 anos eu estaria morando no meu próprio apartamento em uma cidade grande, ganhando bem, sendo independente, saudável, fashion, linda e poderosa.
Bom… a parte da cidade grande está correta ao menos…

Não é um caso de todas as pessoas que chegaram nos 30, ou que já passaram disso, mas, para mim, sim, muitas coisas já não são mais novidades e perderam um pouco a magia. Tento buscar aquele encanto infanto-juvenil nas pequenas coisas da vida afinal, nunca devemos nos entregar para velhice. Acho que a velhice mental é pior do que a velhice física… Nada pior do que quando nos sentimos velhos demais para determinadas coisas…

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Alguém deve estar pensando o que eu fiz com o “…ganhando bem, sendo independente, saudável, fashion, linda e poderosa.”. Então…

Mas de fato é inevitável “envelhecer” em determinados momentos, ou melhor colocando… amadurecer. Afinal, não podemos ser crianças para sempre (apesar de ser bem tentador), e as dores, os temores, as decisões que tomamos, os momentos de aflição que passamos… tudo isso vai nos dando um banho de expectativa X realidade que resultam em um cabelo branco ali, ruguinhas aqui e de repente uma seriedade…

“Não leve tão a sério!” Dizem as pessoas. “Tem que curtir a vida!” seja lá o que isso quer dizer; “Carpem Diem!”, mas tem pessoas que preferem a noite; “Não crie expectativas” (concordo, mesmo sabendo ser difícil…); “Aproveite sua vida, ahh você é tão nova!!” (mas gente, aproveitar fazendo o que medesss??). Mas nem sempre estamos com vontade de celebrar. Nestes momentos como boa canceriana que sou, vou lá pra dentro da minha conchinha e pergunto pra mim mesma: “Está tudo bem? O que está te incomodando? Como pode mudar isso? Será que não está sendo exagerada? Será que neste caso devo mandar todo mundo a…?” E por fim… em que lua estamos? Ish… acho que vou ficar “mocinha”… Assim aprendi ao longo dos 30 e poucos que tenho todo o direito de estar as vezes “de bode” e um pouco desanimada; que nem sempre tenho vontade de “ceeeeeeeeelebrate good times, come on!”, mas que também não devo permanecer ali até que alguém venha me tirar por piedade. Preciso sair da minha concha, respirar fundo e seguir, caso contrário estaria envelhecendo-me. (Um dedinho da família e dos amigos pode ajudar, mas o trabalho final é individual, viu?)

A gente merece ser feliz minha gente! Ser feliz, sem pensar se está velho para isso ou aquilo, sem achar que se não tem mais 20 anos já não pode mais nada. Tem que se amar como é, ser amado, dividir as alegrias com quem se ama, assistir bobeiras de vez em quando, jogar conversa fora com os amigos, abraçar, beijar, comer coisas gostosas, assistir vídeo de cachorrinhos fofos, deixar a criança interna brincar de vez em quando e fazer estas coisas todas que recebemos todos os dias pelo Whats App.

É aquela coisa do copo, meio cheio, meio vazio; 30 anos é meio novo, meio velho. Tudo depende da forma que você vê.

Beijosmedesligo x_x

 

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